quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Da visão do efêmero à visão do Coração ...




Da visão do efêmero à visão do Coração ...

Publicada em 15 de janeiro de 2014, pelo site Despertar da Luz Interior.




Áudio da Mensagem em vídeo

Vamos fechar os olhos e os ouvidos só um pouquinho?
É mais ou menos o seguinte: os olhos físicos abertos enxergam todo o tumulto que ocorre à nossa volta, nos distraem e desconcentram de nossos focos. Os ouvidos físicos captam os sons tumultuados do mundo, nos distraem e às vezes assustam.

Fechar os olhos e os ouvidos é aprender a ver e ouvir o mundo com os olhos e ouvidos do coração. É sentir a visão e não ver é perceber a audição e não ouvir. É estar em tudo, sem limitar-se por um sentido físico.

Quando você fecha os olhos e os ouvidos e abre o coração, começa a enxergar e escutar o que não acessava antes. Os sons e as Presenças de Luz do universo só são verdadeiramente percebidos pelo coração.

É preciso saber o que está acontecendo no mundo, porque ainda estamos nele. Mas saber o que acontece não é viver, é só saber. Não precisamos deixar que as imagens e o som tumultuado dos problemas do mundo nos distanciem do que somos.

Só por brincadeira, vamos imaginar a seguinte situação: dois caminhantes estão no deserto e sabem que há um oásis perto dali. Mas eles também sabem que existe a chance de se perderem no caminho.

O primeiro caminhante, com medo de se perder, decide manter os olhos e os ouvidos bem abertos. Então ele sofre com a intensidade dos raios do sol que lhe ofuscam a visão, sofre com as tempestades de areia que lhe arranham os olhos, e se assusta frequentemente com os muitos sons do deserto.

Apesar de tudo isso, ele decide manter os olhos e os ouvidos abertos, pois acredita que assim estará mais protegido, enxergando os escorpiões, percebendo a altura das dunas e ouvindo o chacoalhar das cascavéis. Mas ele se preocupa tanto com tudo isso, ele acelera tanto o passo sempre que se assusta com alguma coisa, muda de rumo tantas vezes para fugir do vento que joga areia em seus olhos, e se desgasta tanto, que provavelmente não conseguirá ter forças para caminhar até o final.

O outro caminhante também sabe dos escorpiões, das cascavéis, das dunas e de todos os perigos, mas ele decide colocar tampões nos ouvidos para não se assustar com os uivos do vento, e fecha os olhos para não ficar cego pelo sol e a areia. Afinal, ele está no deserto, e manter os olhos e os ouvidos abertos não irá ajudar a encontrar um oásis que ele não faz a menor ideia de onde fica.

Na verdade, este caminhante sabe que tanto ele quanto o amigo que decidiu ficar com os olhos abertos estão caminhando às cegas. Então ele decide confiar em seu coração e segue caminhando a passos lentos, ritmados e contínuos.

No começo a dificuldade é enorme e ele pensa que não vai conseguir, que talvez o seu amigo tenha feito a escolha certa ao decidir ficar com olhos e ouvidos abertos, mas ele insiste um pouco mais e acaba percebendo que está encontrando um ritmo que é seu, e que neste ritmo e neste silêncio ele começa a ser capaz de ouvir sua própria sabedoria interior. E esta voz, que não é escutada pelos ouvidos físicos, vai aos poucos se tornando mais nítida e lhe orientando o caminho.

Ele nota que, apesar dos olhos fechados, torna-se cada vez mais fácil perceber os obstáculos antes de esbarrar neles, sentir a direção do vento, e perceber quando encontra uma subida ou uma descida mais íngreme. Descobre que trocou o olhar e a audição por percepções que não se limitam mais aos olhos e ouvidos, mas que podem ser sentidas em todo o seu corpo.

À medida que prossegue a caminhada, vê os medos que ainda existem nele serem substituídos pela diversão de acessar tantas coisas maravilhosas sobre si mesmo.

E surpreende-se ao descobrir o amor que sente por aquele deserto que no início parecia ser tão assustador.

Ele vai tropeçar algumas vezes, mas como decidiu caminhar devagar, não sofrerá nada grave e terá forças para seguir adiante até encontrar o desejado oásis.

Nós podemos seguir com os olhos e os ouvidos abertos, atentos a todos os problemas que acontecem no mundo e nos desgastando com eles, podemos nos importar com tudo o que é externo a nós. Ou podemos seguir confiando em nosso coração e caminhar pausada e lentamente de volta ao nosso próprio interior enquanto aprendemos a perceber o que existe à nossa volta usando muito mais do que nossa visão e nossa audição limitadas.

Quando aceitamos a Luz que Somos, tudo se torna mais fácil.
Quando nos entregamos à Luz, descobrimos que o caminho para o mais maravilhoso de todos os oásis encontra-se dentro de nós.

************
via: despertardaluzinterior.blogspot.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário